O humorista Léo Lins foi condenado a mais de 8 anos de prisão por piadas consideradas ofensivas feitas durante seu show de stand-up “Perturbador”, que foi postado no YouTube e já tem mais de 3 milhões de views. As piadas atingiram vários grupos, como negros, LGBTQIA+, idosos, pessoas com deficiência e nordestinos.
Além da prisão, ele terá que pagar uma multa pesada e indenização por danos morais. A juíza que julgou o caso afirmou que as piadas passam do limite e reforçam discursos de ódio contra minorias. Mesmo com a condenação, a defesa diz que não houve intenção de ofender e vai recorrer.
Esse caso reacendeu aquela discussão que sempre aparece: até onde o humor pode ir? Tem gente defendendo a liberdade artística, mas muita gente acha que não dá para usar piada como desculpa para preconceito.
O próprio humorista Danilo Gentili, amigo de Léo, saiu em defesa dele, mostrando que o debate está longe de acabar.
No fim das contas, o que fica é o questionamento: como fazer rir sem machucar?
