Morte de Orelha: o que se sabe sobre o caso do cão comunitário morto por agressões em SC

O cachorro comunitário Orelha, de cerca de 10 anos, morto após ser agredido na Praia Brava, no Norte de Florianópolis  é lembrado pelos moradores da região como “dócil e brincalhão”, segundo a médica veterinária Fernanda Oliveira, que acompanhava o animal.A Polícia Civil identificou pelo menos quatro adolescentes suspeitos de participação nas agressões e, na manhã de segunda-feira (26), cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados.

Orelha era um dos cães que se tornaram mascotes da Praia Brava. A região conta com três casinhas destinadas aos animais comunitários, e o cachorro convivia diariamente com moradores e com outros cães do bairro.

O cachorro foi encontrado no dia 15 de janeiro agonizando por moradores, que o levaram a uma clínica veterinária, mas acabou sendo submetido a eutanásia devido a gravidade dos ferimentos.

Desde a morte, o caso tem mobilizado moradores da Praia Brava, no Norte de Florianópolis, organizações de proteção animal, celebridades e autoridades públicas em Santa Catarina.

No sábado (17), moradores da Praia Brava realizavam uma primeira mobilização pública. No último sábado (24), um novo protesto reuniu dezenas de pessoas na região. Vestindo camisetas personalizadas e segurando cartazes com frases como “Justiça Por Orelha”, os participantes caminharam acompanhados de seus próprios cães e fizeram uma oração em homenagem ao animal.

A mobilização também ganhou força nas redes sociais, com imagens de moradores e protetores segurando placas com a hashtag #JustiçaPorOrelha em frente aos seus cães.

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