O consumo de alimentos ultraprocessados vem crescendo significativamente no mundo, segundo uma coletânea da revista The Lancet. No Brasil, a participação desses produtos na dieta mais que dobrou em 40 anos, passando de 10% para 23%. Tendência semelhante foi observada na Espanha e no Canadá.
Especialistas alertam que essa mudança alimentar está ligada ao aumento de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes e outros problemas de saúde, devido ao alto teor de sal, açúcar, gorduras saturadas e aditivos desses produtos. O nutricionista Abelardo Lima reforça a importância de priorizar alimentos in natura e minimamente processados, seguindo o Guia Alimentar para a População Brasileira, e planejar as refeições para reduzir a dependência de ultraprocessados !“O planejamento alimentar é crucial nesse contexto. A facilidade de acesso aos ultraprocessados contrasta com a necessidade de preparar alimentos frescos. Dedicar tempo ao planejamento semanal das refeições é essencial para garantir escolhas alimentares conscientes e promover a saúde a longo prazo”.
