Uma cientista brasileira desenvolveu uma tecnologia capaz de identificar, em poucos segundos, se um tecido é canceroso ou saudável durante uma cirurgia. A química Lívia Éberlin criou uma “caneta” que analisa moléculas do tecido em tempo real e pode ajudar médicos a tomar decisões mais precisas no tratamento do câncer.
A pesquisa começou quando Lívia passou a observar cirurgias e percebeu limitações nos métodos usados para identificar tumores. A partir dessa constatação, ela decidiu criar uma ferramenta que pudesse ser usada diretamente no centro cirúrgico, sem depender de exames demorados.
Como funciona:
O dispositivo desenvolvido por Lívia tem formato simples, semelhante ao de uma caneta, mas funciona como um equipamento de análise molecular. Durante o procedimento, o cirurgião encosta a ponta no tecido. Uma gota de água é liberada para extrair moléculas, que são analisadas imediatamente. Os dados são processados com inteligência artificial, que compara os padrões moleculares e indica se o tecido é canceroso.
Parte do processo contou com o uso de impressão 3D para testar modelos da caneta. No início, a pesquisadora enfrentou dificuldade para obter apoio.
A tecnologia começou a ser testada no Brasil, em caráter experimental. Um dos locais é o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde o dispositivo está sendo usado em cirurgias oncológicas.
