As fortes chuvas registradas na noite de segunda-feira (23) em Juiz de Fora (MG), deixaram um rastro de destruição por toda a cidade, o que fez com que a prefeita Margarida Salomão (PT) decretasse estado de calamidade pública na madrugada desta terça-feira (24).
Até o momento, foram registrados 41 óbitos, 20 desaparecimentos, e milhares de desabrigados, além de diversos bairros terem ficado “ilhados” na cidade.
As imagens da situação em Juiz de Fora mostram a dimensão da ação das precipitações, que chegaram a 584 milímetros acumulados no período. O montante torna o mês de fevereiro o mais chuvoso da história da cidade. Outro fato histórico é o transbordamento do Rio Paraibuna.
Juiz de Fora
O temporal começou no fim da tarde de segunda-feira e se espalhou apidamente pela cidade. Há previsão de mais chuva para Juiz de Fora, que fica em uma região de relevo bastante acidentado, com muitos morros, vales e encostas, próxima à divisa com o Rio de Janeiro.
Um dos bairros mais afetados é o Parque Burnier, onde, conforme os bombeiros, há mais de 10 pessoas desaparecidas. Ao todo, 12 casas desabaram no local.
No Bairro Cerâmica, duas residências caíram. Cinco pessoas da mesma família estão soterradas. Bombeiros, equipes da Empav, Defesa Civil e Polícia Militar atuam na ocorrência.
O Rio Paraibuna e os córregos transbordaram. Pontes e o mergulhão, que ligam bairros ao Centro, estão fechados, e há também árvores caídas.
